Ninguém morre a cantar
APOLLO NEIVA
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|Outro
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60 minutos
Sinopse
Para o olhar teatral, a ópera apresenta frequentemente um défice de verosimilhança, expresso na convenção de que as personagens continuam a cantar mesmo no momento da morte.Ninguém Morre a Cantaré um projeto que interroga o possível anacronismo da ópera, algumas das suas figuras paradigmáticas e as relações políticas e sociais que este género continua a mobilizar. Em cena, uma cantora entrelaça a sua própria história com a das heroínas operáticas, permitindo uma imersão sensível nos dilemas dessas personagens que habitam o limiar entre idealização e realidade. Ao dar voz a uma mulher comum que oscila entre a paixão e a morte, o espetáculo procura articular uma perspetiva feminista contemporânea com um repertório historicamente moldado por olhares masculinos. A encenação privilegia a proximidade com o público para confrontar as hierarquias de género e de classe que atravessam estas narrativas. O espetáculo faz convergir a narrativa operática e a experiência de uma mulher real, abrindo espaço para uma reflexão crítica sobre as estruturas de poder inscritas no repertório.
Ficha Técnica
- Encenação
- APOLLO NEIVA
- Texto
- Rui Pina Coelho
- Companhia
- Magnavox 27 CRL
Informação Técnica
Concepção e interpretação: Sara Belo
Pianista: Pedro Vieira de Almeida
Consultadoria artística: Mónica Garnel
Figurinos: Vítor Alves da Silva
Produção: Xana Lagusi
Imagem e design gráfico: Pedro Serpa
Assessoria de imprensa: Levina Valentim