MEDEIA MATERIAL _ Heiner Mulher, Hipérion
Mário Trigo com Jaime Rocha
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|Drama
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70 minutos
Sinopse
O mito de Medeia acompanhou Heiner Müller durante mais de trinta anos, até ao fim da sua vida de escritor. A personagem surge em fragmentos escritos logo após a guerra. H. Müller declara que se inspirou em três Medeias: a de Eurípides, fundadora e irrepetível, a de Séneca, provavelmente escrita só para ser lida, dura, sem corpo, e a de Hans Henny Jahn, estreada em 1926, uma Medeia negra. Considera que Medeia e os Argonautas simbolizam a passagem do mito à história, são o momento original da colonização organizada. E acima de tudo, ele vê no mito a possibilidade de obrigar os seus contemporâneos a refazerem a sua posição no mundo, abandonando soluções unívocas. Esta Medeia reproduz o sentido do mito: o amor que submete a fêmea traindo e assassinando o seu clã; as civilizações que se encaminham para a racionalidade totalitária, coerciva, enquanto demonstração de força. A peça de Müller mantém a sanguinolência primitiva: um comportamento anterior à razão que perdura no mistério dos instintos humanos.
Ficha Técnica
- Data de Estreia
- 28/08/2026
- Encenação
- Mário Trigo com Jaime Rocha
- Texto
- Mário Trigo com Jaime Rocha
- Companhia
- HIPÉRION Projeto Teatral
Informação Técnica
Tradução | Maria Adélia Silva Melo e Jorge Silva Melo; Interpretação | Cirila Bossuet, Miguel Coutinho e Philippe Araújo; Cenografia | Pedro Silva; Desenho de luz | Mário Trigo; Figurinos | Catarina Graça; Direção Técnica | Show Ventura (Nuno Gomes); Teaser, Fotografia e Design gráfico | Tânia Cadima; Gestão de Apoios | Joana Ferreira;