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Larie MANDAKÍ

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Drama
Maiores de 12
60 minutos

Sinopse

O interior que abriga outro tempo-espaço, onde encasular e lamber ferida até sarar, é habito de quem se guia pelo respiro do chão, longe de concreto e prata, perto do silêncio que mora na beira da boca. Um corpo que acabou de nascer, vindo do interior do Brasil, move-se como quem escava o próprio sentido, um bicho do mato em busca das miudezas que o compõem. É nesse gesto bruto e poético que se manifesta Mandakí, figura evocada do cavalo do pai: liberdade condicionada, potência que resiste, símbolo do desejo latente de romper com o que foi herdado. Mandakí mergulha nas camadas da transmasculinidade e das não-binariedades, deixando que som, poesia e movimento revelem identidades que escapam às categorias fixas. Entre tensão e delicadeza, o público é convidado a entrar num lugar onde as perguntas não exigem respostas, mas presença: o que acontece quando a presa prova do veneno do predador? Por onde caminha um corpo com barba e vulva? Larie Larie, artista multidisciplinar a viver atualmente nas Caldas da Rainha, estreia o seu solo no TBA, depois da sua passagem como performer na peça BAqUE de Gaya de Medeiros em 2022. O seu trabalho surge da ligação orgânica entre a poesia e as experimentações sonoras eletroacústicas, navegando pela fusão da esfera sónica e das reflexões que tocam a vida de uma pessoa trans não-binária imigrante.

Ficha Técnica

Informação Técnica

Performance, direção musical e criação Larie Acompanhamento dramatúrgico Josefa Pereira Consultoria de pesquisa Cella Azevedo Preparação de elenco Tel Lenna Direção de movimento Gaya de Medeiros Provocação de movimento Pedro Galiza Desenho de luz Inês André Cenografia e figurino Svenja Tiger Coding e engenharia de som e luz Fanch Dodeur Direção técnica Pedro Cunha Vídeo Tuzzi Produção Helena Bartonet Gestão financeira Marta Moreira / Esquema Irreal Coprodução Teatro do Bairro Alto e Points Communs - Théâtre 95