
Justiça Cega
Sara de Castro
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|Drama
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79 minutos
Sinopse
Justiça Cega reflete sobre a complexidade da justiça a partir de uma perspetiva feminina e feminista. Problematizando o silêncio como escolha possível de defesa ou como imposição sobre quem se quer defender, questiona a encenação da audiência onde quem se defende tem, muitas vezes, de abdicar da sua própria voz ou, mesmo falando, não é efetivamente ouvida.
Partindo da tragédia Medeia, do mito de La Llorona e da ficção que convoca a figura de um filicídio, o espetáculo propõe um exercício de discussão e imaginação sobre outras formas de olhar para a justiça.
A criação questiona a naturalização do julgamento e a atribuição de uma voz às rés erguidas - não para as ilibar, mas para refletir sobre um pensamento judicial onde a complexidade das narrativas femininas não é apagada, mas transformada no ponto de partida para que se faça justiça.
Ficha Técnica
- Data de Estreia
- 27/01/2026
- Encenação
- Sara de Castro
- Texto
- Sara de Castro
- Companhia
- Lumo Produções
Informação Técnica
Texto: Sara de Castro (com trechos de Nuno Pinheiro, Gaya de Medeiros e Teresa Coutinho)
Interpretação: Ana Brandão, Ana Ribeiro, Gaya de Medeiros, Teresa Coutinho e Ema de Castro Silva
Interpretação LGP: Sandra Bragança e Valentina Carvalho
Gestão Audiodescrição: Henrique Neves e Sandra Santiago
Conceção Plástica: Érica da Costa
Desenho de Luz: Teresa Antunes
Música Original: Rui Lima e Sérgio Martins
Apoio à Dramaturgia: Ana Pais e Nuno Pinheiro
Apoio à Criação: Rui M. Silva e Carla Galvão
Fotografia e Identidade Gráfica: Rui Civardinas
Direção de Produção: Lumo Rebelo