ÉCUBA

Rui Madeira

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Drama
Maiores de 14
60 minutos

Sinopse

Com ÉCUBA, continuamos a desenvolver uma linha estratégica do repertório dos últimos 10 anos, A abordagem dramatúrgica aos textos da Cultura Clássica Greco-Romana, como instrumento de reflexão sobre a Europa e os seus Povos, assim como sobre a identidade matricial de Braga, a partir das ruínas do seu Teatro Romano. Depois de As Bacantes, da trilogia Oresteia, As Troianas, Os Pássaros, e Helena de Yannis Ritsos, e até de Os das Latas de Conserva, de Edward Bond, abordamos agora ÉCUBA, para falarmos da guerra a partir das primeiras vítimas: as Mulheres e as Crianças. Num momento, em que após a invasão e conquista da Cidade, os generais, bêbedos do êxito e dos desproporcionais desmandos, se enredam, se julgam deuses, perdem o sentido ético da justiça e se tornam instrumentos de morte. Em ÉCUBA, as Mulheres, cativas de guerra, conduzidas pela sua rainha, vítima primeira dos desvarios e atrocidades, iniciam a Vingança, contra a barbárie, o despotismo, a ganância, o direito e a Justiça. Pretende-se a criação de um espectáculo/documento que sublinhe, perante os públicos, as misérias da guerra, o sofrimento dos vencidos, mas também dos vencedores, fazendo ressaltar a degradação moral a que conduzem os jogos de poder e a euforia do domínio desmedido, que arrasta o Homem até aos limites da sua própria humanidade. E onde os actores/cidadãos assumem uma função de “não representação” e nos narram a realidade do momento.

Ficha Técnica

Data de Estreia
28/07/2026
Encenação
Rui Madeira
Texto
Rui Madeira
Companhia
Companhia de Teatro de Braga

Informação Técnica

Tradução: Maria do Céu Fialho e José Luís Coelho encenação e dramaturgia: Rui Madeira espaço cénico: Ruínas do Teatro Romano organização espacial: Rui Madeira e Manuela Bronze figurinos: Manuela Bronze criação vídeo ao vivo: Sepehr Mousavi e Afonso Conceição (estagiário) iluminação: Sérgio Lajas construção: Fernando Gomes elenco: Sílvia Brito, Solange Sá, Eduarda Filipa, Leonor Pereira (estagiária), Rogério Boane, Carlos Feio, Rui Madeira, Jaime Monsanto, André Laires