
Comer a Terra
Bruno Martins
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|Drama
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120 minutos
Sinopse
Depois de ter criado o homem e a mulher à sua imagem, Deus abençoou-os dizendo: “Sejam férteis e cresçam; encham a terra e dominem-na; dominem sobre os peixes do mar e as aves do céu e sobre todos os animais que andam sobre a terra. Dou-vos todas as plantas que produzem semente e que existem em qualquer parte da terra e todas as árvores de fruto, com a sua semente própria. É isso que devem comer.”
Tantas e tantas vezes contada, esta profecia do Antropoceno enraizou-se tão firmemente na nossa consciência que somos hoje mais de oito mil milhões de pessoas em todo o planeta. Oito mil milhões de pessoas que todas as manhãs desejam o seu pequeno-almoço; que enganam com um snack o estômago enquanto a hora do almoço não chega; que carregam na lancheira sandwiches, fruta e barritas energéticas que ajudam a percorrer essa maratona que tem como meta o jantar. Para muitos, a ceia.
O apetite é comum a todos, saciá-lo é privilégio de apenas alguns. Pelo menos desde que a luta pelas especiarias e a tentativa de controlar as suas rotas passou a ser o prato do dia, dando origem a um violento processo de globalização, com graves consequências num primeiro momento para povos indígenas, e atualmente, devido à crise climática, para uma humanidade de desejo insaciável.
Nota: Este é um espetáculo-jantar. Venha preparado para comer, mas nem tudo será fácil de engoli
Ficha Técnica
- Encenação
- Bruno Martins
- Texto
- Bruno Martins
Informação Técnica
Interpretação: Cláudia Berkeley, Eduardo Breda e Pedro Couto
Criação Gastronómica: Chef Tânia Durão
Cenografia e figurinos: Catarina Barros
Desenho e operação de luz: Valter Alves
Sonoplastia: Pedro Souza
Operação de som: Mariana Guedelha
Produção executiva: Raquel Passos
Comunicação: Anaïs Proença
Design gráfico: Luísa Martelo
Produção: Teatro da Didascália
Apoio: Município de Vila Nova de Famalicão República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes