ABRIR FOGO

ANA SAMPAIO E MAIA

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Outro
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60 minutos

Sinopse

Abrir Fogo foi escrito à mão e entregue às suas intérpretes, fugindo ao tempo das formatações, no dia em que nos tiraram os bancos dos jardins. Quando deixou de haver sombras no espaço público, o sol queimava menos no sofá de casa, onde todos nos tornámos ativistas por detrás do ecrã do telemóvel. Pusemos a máscara dos heróis da partilha de informação sangrenta, doámos euros à causa humanitária e chorámos. O direito à rua foi-nos negado, marginalizaram o corpo da mulher, as idades e o futuro porque era uma invenção.Em Abrir Fogo ouvem-se vozes de manifestações pelo direito à liberdade, pelo direito à dignidade e acima de tudo pela paz. Convocam-se elementos visuais do universo do espaço público em parceria com a artista plástica Lea Managil, inserindo-os num espetáculo conduzido por duas intérpretes que usam a fisicalidade como veículo de protesto. Levantam-se questões sobre o quão profícuo poderá ser um manifesto dentro de uma sala de teatro e em que medida a arte é poderosa como arma de protesto. Numa provocação à censura, num protesto à restrição de liberdade, no combate à austeridade pergunto-me: como chegar à celebração, por entre guerrilhas, no momento de abrir fogo?AVISO: Este espetáculo contém nudez integral.

Ficha Técnica

Encenação
ANA SAMPAIO E MAIA
Texto
ANA SAMPAIO E MAIA
Companhia
Escola de Mulheres